A definição de tempo médio de permanência existe, é única e é nacional. A ABRAHCT adota essa, e nenhuma outra.
A fórmula está na Portaria SAS/MS 312/2002 do Ministério da Saúde, na ficha E-EFI-05 do QUALISS da ANS e no Observatório ANAHP, e é sempre a mesma: pacientes-dia do período divididos pelas saídas. Não é matéria de escolha nem de opinião.
O que a associação verificou, ao conferir as respostas do seu último levantamento, é que nem toda instituição aplica a norma. Cruzando leitos, ocupação, internações e permanência de uma mesma resposta, parte delas não fecha, e a razão é conhecida: circulam no setor outras contas com o mesmo nome, como medir a permanência dos pacientes internados hoje, ou dividir os pacientes-dia pelas admissões em vez das saídas. Duas delas estão simplesmente erradas, e esta página mostra por quê. Enquanto não estiverem todas alinhadas, comparar duas instituições mede a escolha de fórmula, não o cuidado prestado.
Daí o que você encontra aqui: a definição com as regras operacionais que o padrão nacional não detalha, como o que conta como saída e o que é leito operacional; as quatro contas em circulação, para você identificar qual usa hoje; e uma calculadora para conferir se os seus números fecham entre si antes de qualquer um deles sair da sua instituição. Críticas à metodologia são bem-vindas, e o endereço está no fim da página.